Estilos brasileiros na bateria: samba e mais · drumdesync
As levadas dos estilos brasileiros na bateria, com partitura de verdade. Comece pelo samba, camada por camada. Grátis pra praticar.
A bateria vira escola de samba: surdo no pé, tamborim no aro, ginga na mão.
- O surdo no pé O bumbo vira surdo: um golpe firme em cada tempo. É o coração do samba.
- A puxada do surdo Antes de cada tempo, o pé dá uma puxada no "a". É o jeito de andar do samba.
- O pé completo Entra o chimbal de pé nos "&": os dois pés conversando, a base inteira do samba.
- O chocalho A mão vira ganzá: semicolcheias contínuas no chimbal, parelhas como um chocalho.
- Acento no tempo Mesmo chocalho, mas o > manda: forte no tempo, leve no resto.
- O balanço no 'a' O acento muda pro "a" e o samba começa a balançar de verdade.
- A marcação no aro Baqueta deitada no aro: um tic seco no 2 e no 4, respondendo o surdo.
- Telecoteco O desenho do tamborim no aro: nove batidas que definem o samba carioca.
- Telecoteco com o pé A frase do tamborim por cima do pé completo. Independência de verdade.
- Caixa corrida A caixa assume o chocalho: semicolcheias contínuas com acento no tempo.
- A levada de caixa O telecoteco escondido: as notas correm, os acentos desenham a frase.
- O lado de baixo O telecoteco invertido: a mesma frase começando pelo outro compasso.
- Condução no prato A mão direita vai pro ride, o aro marca o 2 e o 4, os pés não param.
- A levada completa Formatura: ride correndo, telecoteco no aro e o pé inteiro do samba.
- O samba cruzado A mesma levada, virada: a frase do aro começa no 1, o outro lado da clave.
- Samba no sino O sino do ride (◆) marca os tempos com um ping que corta. Brilho de escola.
- O ride que balança O ride não é reto: acento no "a" e ele canta junto com a puxada do surdo.
O backbeat que move o mundo, do primeiro groove aos clássicos monstruosos.
- O backbeat Bumbo no 1 e no 3, caixa no 2 e no 4, chimbal em colcheias. O groove mais tocado do mundo.
- O motor Bumbo nos quatro tempos: o motor que empurra o rock pra frente sem parar.
- O rock seco Chimbal em semínimas, só no tempo. Mais espaço, o esqueleto cru do groove.
- Bumbo no '&' do 3 Um bumbo extra no "&" do 3, empurrando pro tempo 4. A síncope mais clássica do rock.
- O bumbo dobrado O bumbo dobra logo no começo: 1 e o "a" do 1, emendando. Peso extra na entrada.
- O trem Bumbo em colcheias constante sob o backbeat. O trem a todo vapor do hard rock e do punk.
- Aberto no fim Chimbal fechado o compasso todo, abrindo só no "&" do 4. O respiro antes de repetir.
- Abre e fecha Dois abertos por compasso, no "&" do 2 e do 4. O groove que respira, tipo Sweet Child.
- Chimbal de 16 Semicolcheias no chimbal: o dobro de notas. Mais denso, o rock pesado e mais lento.
- Groove no ride A mão conduz no ride em vez do chimbal: som mais aberto pro refrão. Mesmo backbeat.
- Virada no fim Três tempos de groove e, no 4, a mão vira nos tons: agudo, médio, grave.
- A pancada Crash abrindo o 1, groove, e uma virada de tons que resolve no fim.
- O meio-tempo pesado O backbeat desce pro tempo 3 e tudo pesa. O feel monstruoso de "When the Levee Breaks".
- O bumbo sincopado O bumbo dança entre os backbeats, com o chimbal abrindo. Hard rock dos anos 70.
- A locomotiva Bumbo motor em colcheias, crash e aberturas de chimbal: o hard rock a todo vapor.
- O groove denso Semicolcheias no chimbal com acento no tempo, bumbo sincopado por baixo. O rock elaborado.
Spang-a-lang: o balanço ternário do jazz, do ride ao comping.
- O pulso no ride O "ding" em cada tempo no ride e o chimbal de pe fechando no 2 e no 4. O relogio do jazz.
- O spang-a-lang O desenho classico do ride: ding, ding-da, ding, ding-da. O coracao da bateria de jazz.
- O feathering O bumbo entra levissimo nos quatro tempos: sentido mais do que ouvido. O colchao do swing.
- Comping no 4 A mao esquerda da o primeiro tapa: a caixa responde no tempo 4, um comentario ao ride.
- Comping no '&' do 2 A caixa cai fora do tempo, no "&" do 2, que o swing atrasa pra tercina. O jazz comeca a falar.
- As duas conversam Dois comentarios da caixa por compasso, no "&" do 2 e no 4. A mao esquerda ganha voz propria.
- O bumbo responde O bumbo sai do feathering e da um chute sincopado no "&" do 2, conversando com a caixa.
- Diálogo de jazz Caixa e bumbo se revezam em pontos diferentes: um pergunta, o outro responde, sobre o ride.
- A viradinha Tres tempos de swing e, no 4, uma viradinha tercinada de caixa e tons que resolve no ride.
- O swing de 4 membros Ride, chimbal de pe, feathering e comping das duas: os quatro membros no jogo do swing.
- Up-tempo O spang-a-lang em andamento rapido: o swing aperta e o ride precisa flutuar leve.
- Comping denso Caixa e bumbo cheios, conversando em quase todo espaco vazio do ride. O jazz que fervilha.
- O chorinho A caixa desenha uma frase sincopada por cima do ride, como uma segunda melodia tercinada.
- O swing maduro Tudo maduro: ride flutuante, comping de caixa e bumbo conversando e a viradinha resolvendo.
O shuffle que manca no tempo certo: do primeiro balanço ao Texas shuffle.
- O shuffle na mão A célula do blues: longa-curta, longa-curta. Só o chimbal, contando a tercina.
- O chão do blues O bumbo ancora no 1 e no 3 por baixo do shuffle. A base começa a andar.
- Quatro no chão O bumbo bate nos quatro tempos: o chão batido dos bares de blues.
- A levada de blues Caixa no 2 e no 4 por cima do shuffle: a levada que acompanha quase todo blues.
- O acento que balança Forte no tempo, leve na curta: o > desenha o rolar do shuffle.
- Shuffle no ride A condução vai pro ride e o pé esquerdo fecha o chimbal no 2 e no 4.
- A sombra na caixa Ghost notes no meio da tercina do 1 e do 3: a caixa preenche o que o chimbal pula.
- A tercina preenchida Ghost em todos os meios: as três notas da tercina soando entre chimbal e caixa.
- O bumbo que empurra Um bumbo extra no "&" do 3, que o swing atrasa pra tercina. O pé empurra pro 4.
- A caixa shuffleada A mão esquerda aprende o shuffle sozinha na caixa: forte no 2 e no 4, fantasma no resto.
- O double shuffle As duas mãos shuffleando juntas: chimbal e caixa em paralelo. O shuffle de Chicago.
- O blues lento A tercina inteira no chimbal, bem devagar: o clima 12/8 das baladas de blues.
- O Texas shuffle Double shuffle com bumbo nos quatro tempos: o trator do blues texano.
- O slow blues completo A balada 12/8 no ride, com o sino marcando o 1 e o 3 e o chimbal de pé no 2 e no 4.
- O half-time shuffle Caixa forte só no 3, sombras nos meios das tercinas: o feel lendário do Purdie.
- O trem do blues O shuffle acelerado no ride, bumbo nos quatro: o lado jump e boogie do blues.
O trem que atravessa a pradaria: do boom-chick ao train beat a todo vapor.
- O boom-chick Bumbo no 1 e no 3, caixa no 2 e no 4, mais nada. O esqueleto do country inteiro.
- O two-beat O boom-chick ganha o chimbal em colcheias por cima. O two-beat clássico de honky-tonk.
- A balada no aro O backbeat vira um clique de madeira: cross-stick no 2 e no 4, o som das baladas.
- O trote A caixa anda em colcheias contínuas, acentuando o 2 e o 4. O trem ainda em trote.
- O trem de ferro A célula do country: caixa em semicolcheias com o acento no 2 e no 4, bumbo nos tempos.
- O trem com pé O chimbal de pé entra nos "&"s, chiando entre os bumbos. O trem completo de quatro membros.
- O trem que puxa Um acento extra no "a" do 4 empurra o compasso pro próximo 1. O trem ganha tração.
- O shuffle do interior O two-beat balançando em tercinas: colcheias swingadas no chimbal. O country que gingou.
- O refrão no ride A condução abre pro ride no refrão: mesmo two-beat, som maior. A dinâmica da canção.
- O meio-tempo da estrada A caixa cai só no 3 e tudo dobra de tamanho. A balada moderna de estrada.
- O trem a vapor O train beat completo, mais rápido, com os dois pés. Resistência e leveza juntas.
- A balada completa Cross-stick, chimbal e um bumbo que sincopa de leve. A balada pronta pro palco.
- O comboio A formatura: o trem a vapor com o acento que puxa. Tudo que a trilha ensinou, junto.
Peso, galope e bumbo duplo: a força do heavy metal, até a porta do extremo.
- O punho O backbeat com o bumbo dobrado em colcheias no 1 e no 3. O rock que fechou o punho.
- A dupla do pé A dupla rápida de semicolcheias no bumbo: a semente do bumbo duplo.
- O peso no ride A condução desce pro ride e o som abre. O punho tocado de braços abertos.
- O galope Colcheia + duas semicolcheias no bumbo: o cavalo do heavy metal, galopando no 1 e no 3.
- O galope completo O bumbo galopa os quatro tempos sem parar, chimbal marcando só o pulso. A cavalgada.
- O skank A caixa muda pro contratempo: a polca acelerada e brutal do thrash.
- O d-beat O bumbo que persegue a caixa: a levada de guerra criada pelo Discharge em 1979.
- Dois pés em colcheias O bumbo duplo entra: colcheias contínuas alternando os pés, ride por cima.
- A parede de 16 Semicolcheias contínuas nos dois pés: a parede de graves do metal. Mão em semínimas.
- A parede com a mão A parede de 16 embaixo, o chimbal em colcheias por cima. Dois motores em velocidades diferentes.
- A cavalgada Crash no 1 e o galope completo a todo vapor. O heavy metal clássico em uma levada.
- O thrash a vapor O skank no limite do slider, com crash abrindo. A velocidade como instrumento.
- O blast Bumbo e caixa alternando em semicolcheias, ride junto do pé. A porta do metal extremo.
O groove de cabeça pra baixo: o peso cai no 3. One drop, rockers, steppers.
- A âncora no 3 Só o cross-stick, um clique por compasso, no tempo 3. Ache o novo centro do mundo.
- O drop Bumbo e cross-stick caem JUNTOS no 3. O tempo 1 fica vazio de propósito.
- O one drop O chimbal costura em colcheias por cima do drop. A levada que fez o reggae girar o mundo.
- O skank no chimbal O acento do chimbal muda pro contratempo: o "&" salta, como a guitarra do reggae.
- O um vazio Chimbal só nos tempos, e o silêncio do 1 fica exposto. Coragem de não tocar.
- O rockers O bumbo ganha o 1: mais empurrado, mais militante. O reggae dos anos setenta.
- O steppers Bumbo nos quatro tempos, marchando sem parar. O motor de "Exodus".
- O steppers com skank A marcha do steppers embaixo, o acento do contratempo em cima. Duas forças se cruzando.
- O one drop swingado O chimbal balança em tercinas sobre o drop. O toque de mestre do Carlton Barrett.
- O one drop cheio Semicolcheias no chimbal com o skank aceso, drop no 3. A assinatura em textura completa.
- O rockers com virada Três tempos de rockers e a virada desce os tons pro próximo compasso.
- A marcha do steppers A formatura: steppers com skank no tempo de show. Firme, dançante, hipnótico.